sábado, 13 de janeiro de 2007

Inauguração com um tema muito original

Como administrador do Blog, acho que me cabe a honra de partir a garrafa de champanhe (já arranjo uma cabeça dura para isso) e estrear este centro de más línguas e mal dizer... humm, de critica social construtiva! E que tal utilizar um tema criativo, inesperado, original nesta época do ano... o Natal?

Se julgam que a iluminação nas ruas, as músicas repetitivas, as pessoas cheias de embrulhos como burritos de carga mexicanos, os raquíticos ou balofas vestidos de vermelho e com barbas que só de olhar dão comichão, e o facto de os vossos pais terem pedido, inesperadamente e do nada, o que gostavam vocês de receber (já estavam desconfiados de que iam era levar uma sova por terem espatifado o carro, heim?)... se acham que tudo isto se deve ao facto do Benfica ter conseguido sacar uma vitória ao Sporting (clube de verdadeiro sentido natalício), desenganem-se! O evento deve-se a algo que, do ponto de vista pagão (porque o religioso fica para ser comentado para a próxima!), se relaciona bastante com o Pólo Norte... Por isso o tema já não está relacionado com o Benfica! (excepto se o Luís Filipe Vieira foi lá vender Kits aos pinguins).


Pai Natal, trabalhador pobre da função pública que vive no Pólo Norte a explorar crianças de terceiro mundo para fabricarem brinquedos que são depois vendidos a preços exagerados nas grandes superfícies comerciais... Numa época de comprar o presente mais barato possível mas que pareça extremamente caro e importado de algum país de nome complicado e chique, de telefonemas sarcásticos em que velhas se gabam dos filhos às outras velhas, em que se compram prendas rascas como vingança por aquilo que aconteceu no ano passado, e em que crianças fazem birra porque não receberam o que queriam... Eis o verdadeiro espírito de Natal moderno!


Bem, é altura das crianças aprenderem, e os jovens e adultos também, uma vez que de pequenino se torce o pepino, e de grande é à martelada: o Natal consiste num esforço em dar, não num esforço de receber o que se quer! (ui... frase criativa e original). Esquecendo o ponto de vista religioso do Natal, que é o verdadeiro Natal, a verdade é a de que mesmo o ponto de vista pagão contém um sentido de generosidade, solidariedade, alegria e amor. Será que a necessidade de bens materiais já atropelou até isso? É tão difícil assim cavar na nossa alma e procurar um pouco de simpatia, compaixão, e conseguir ter gosto em fazer os outros felizes em vez de armar uma batalha porque a boneca é loira e não ruiva, o carro tem 30 cm de altura e não 29.73? E mesmo porque recebeu um par de meias em vez de um jogo para a PlayStation?... pronto, já estou a abusar. Ai já é justificável o uso de armas brancas.


Seja como for, vamos seguir o exemplo do Pai Natal... se ele é solidário ao ponto de dar uma refeição por semana aos sortudos meninos que são explorados nas fábricas de brinquedos e armas dele, também nós podemos ter um bom coração!

Publicado por [rAzor]

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